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Após altas seguidas, venda de veículos derrapa em setembro no Amazonas

Por Marco Dassori

08 Out 2019, 13h10

Crédito: Divulgação

A venda de veículos automotores no Amazonas derrapou em setembro, após dois meses seguidos de alta. A desaceleração do Estado foi mais intensa do que a do Brasil em relação a agosto, mas o desempenho segue superior ao nacional em relação setembro de 2018 e no comparativo acumulado. A informação vem da análise dos dados disponíveis no site da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

O total de veículos vendidos no Amazonas em setembro (4.829 unidades) ficou 7,12% abaixo do apresentado em agosto (5.199), embora tenha permanecido 19,50% acima da marca de setembro de 2018 (4.041). O recuo não impediu que as concessionárias amazonenses acumulassem expansão de 14,71% em nove meses, passando de 35.077 (2018) para 40.236 unidades (2019). Os dados levam em conta todos os tipos e veículos: automóveis convencionais, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas.

As 336.991 unidades vendidas pelas concessionárias brasileiras em setembro levaram a um tombo menor (-2,91%) do que o do Amazonas em relação a agosto (347.084). Na comparação com setembro de 2018 (299.605), a aceleração foi menor (12,48%), assim como no desempenho do acumulado (+11,27%), que emplacou 2.615.519 (2019) unidades contra 2.350.624 (2018).

Das sete categorias listadas pela Fenabrave, cinco deram marcha a ré no Estado, entre agosto e setembro: implemento rodoviário (-50,94%), comercial leve (-24,28%), caminhão (-20,90%), moto (-18,59%) e ônibus (13,64%). O único dado positivo nesse cenário veio das vendas de automóveis convencionais (+9,09%), sendo que a categoria “outros” pontuou estabilidade.  

No acumulado até setembro, praticamente todos os segmentos se seguraram no azul regionalmente, com a exceção de comercial leve (-2,42%). Implementos rodoviários registraram a maior variação na comparação com os nove meses iniciais de 2018 (+203,13%), seguidos de longe por caminhões (+77,34%) e ônibus (+36,63%).

Carros e motos

Automóveis convencionais seguem com o maior número absoluto das vendas do Amazonas em setembro (2.579) e no acumulado (19.447), mas sua fatia no bolo caiu em relação ao ano passado, de 49,54% para 48,33%. Apesar da queda motocicletas seguem no segundo lugar – 1.511 em setembro e 14.526 em nove meses – e aumentaram sua participação, de 33,73% (2018) para 36,10% (2019). 

“Entre agosto e setembro houve uma leve queda, em relação à média dos últimos 12 meses também, mas no acumulado segue superior a 2018. O Amazonas ainda tem uma das frotas mais novas do país. Em nossa empresa, seguimos acima da média de 2018. Com a chegada do fim do ano, esperamos ainda mais melhora nas vendas”, amenizou o sócio e diretor administrativo da Daniel Veículos, Yuri Barbosa.

“Tivemos uma queda de 20,51% entre agosto e setembro, mas isso aconteceu em boa parte por causa do feriado do dia 5. O maior problema é que a procura não diminuiu, mas está faltando produto. O ideal é que trabalhássemos com um estoque para 45 dias, garantindo a pronta entrega. Mas, nossa média tem sido de 15 dias e até de 12 dias nos períodos mais graves”, emendou o gerente comercial da Brasil Cometa, Juliano Silva.

Vendas diretas

Em texto distribuído pela assessoria de comunicação da Fenabrave, o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, voltou a destacar o impacto das vendas diretas no resultado nacional, que aumentaram sua fatia de emplacamentos de automóveis e comerciais leves de 42,13% (2018) para 45,24% (2019) no acumulado. “O varejo cresceu 2,9% nesse período, enquanto as vendas diretas avançaram 16,77%”, reforçou.

O dirigente avalia que o desempenho das venas ao final do terceiro trimestre foi compatível com as expectativas da entidade e salienta que a retração de setembro se deveu ao fato de setembro (21) ter um dia útil a menos que agosto (22). “As vendas cresceram 1,9% em dias úteis. O mercado continua estável, mas ainda em clima de espera. Principalmente em virtude da realização das reformas necessárias, como notamos nos últimos meses”, finalizou.




 

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