Opinião

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Amazônia finalmente lembrada

Lamentavelmente, ainda tem gente que estranha a entrega de funções relevantes a militares

Por Aristóteles Drummond

06 Mar 2019, 11h27

Crédito: Divulgação

A mais importante notícia destes dois meses de Governo Bolsonaro pode ter sido o anúncio e, espera-se, a execução prioritária do projeto de revitalização e ocupação da Amazônia, abandonada e vilipendiada desde a Constituição de 88, passando pelos governos FHC, Lula, Dilma e Temer, que entregou boa parte da área a tribos indígenas, que exercem atividades suspeitas em função da autonomia dada, e afastando agricultores. FHC apenas levou a estrada à fronteira com a Guiana, sem tratar da continuidade que nos dará acesso ao Caribe.

A série de medidas anunciadas impressiona pela visão do mais alto interesse nacional e recupera projetos de grandes brasileiros, como o General Leônidas Pires Gonçalves, criador do Calha Norte, e o ministro das Minas e Emergia Coronel César Cals, que lutou pela usina de Cotingo, em Roraima, de baixo custo, mas suspensa por ter ficado dentro de uma dessas estranhas reservas indígenas. Antes, os presidentes Castelo Branco e Costa e Silva haviam criado a Zona Franca de Manaus, hoje representando mais da metade da economia do Estado e que teve como patronos os generais Albuquerque Lima e Walter Pires.

É preciso mesmo acelerar as obras da Cuiabá-Santarém e sua continuação, ação que será redentora da região, acabando com a repetição anual do atoleiro que encarece nossa soja e empobrece os caminhoneiros. Tudo dentro da linha racional e pragmática do pensamento militar. O que existe na região em termos de estradas – algumas criminosamente abandonadas, como a Manaus-Porto Velho, se deve a um militar admirável, o Coronel Mário Andreazza, que foi várias vezes ministro. Portanto, revigorar, com criatividade, a Zona Franca de Manaus e até criar uma especial em Boavista, daria, certamente, maior valor econômico às iniciativas anunciadas.

Alguns dos mais preparados dos brasileiros como o Vice-presidente General Hamilton Mourão e o Ministro e verdadeiro estadista General Augusto Heleno, sabem pensar o Brasil grande, unido , democrático e justo. E o sentimento da prioridade nacional é natural que venha do Presidente  Jair Bolsonaro, que surpreende pela visão da realidade e do potencial do Brasil.

Emociona a quem ama o Brasil e quase tinha perdido esperanças de uma retomada de orientação de cunho patriótico nas iniciativas da União, tomar conhecimento e acompanhar este novo Brasil que está surgindo. Novas oportunidades para os jovens, certamente acompanhadas de melhor qualidade no ensino das universidades.

Lamentavelmente, ainda tem gente que estranha a entrega de funções relevantes a militares. Mas estes estão cegos pela ideologia, ressentidos pelos rumos que o povo livremente escolheu para o Brasil.

*Aristóteles Drummond é jornalista

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