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A criptomoeda do futuro é um dos destaques da Future Go

Alternativa ao Bitcoin, Nanolâmpadas incadescentes e a técnica para soldar cerâmicas são as inovações de hoje

10 Out 2019, 16h43

Crédito: Divulgação

1- As Criptomoedas do futuro

Uma das principais críticas à criptomoeda Bitcoin e suas assemelhadas é o consumo astronômico de eletricidade necessário para garantir a segurança, o que gera uma pegada de carbono desproporcional à sua geração de valor.

Por isso, Rachid Guerraoui e colegas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, estão propondo uma alternativa às atuais criptomoedas que apresenta um consumo quase zero de energia e ainda de código aberto.

Se parece bom demais para ser verdade, Guerraoui explica que tudo se resume ao nosso entendimento de o que torna as transações seguras.

O modelo tradicional de Bitcoin, descrito pela primeira vez em 2008 por Satoshi Nakamoto, baseia-se na solução de um problema chamado "consenso", para garantir a segurança das transações. Nesse modelo, todos em um sistema distribuído devem concordar com a validade de todas as transações para impedir que participantes mal-intencionados trapaceiem - por exemplo, gastando as mesmas moedas digitais duas vezes. Para provar sua honestidade e obter consenso, os participantes devem executar tarefas de computação complexas - e com uso intensivo de energia - que são verificadas pelos outros membros da rede.

Difusão Segura Bizantina

Em seu novo modelo, batizado de "Difusão Segura Bizantina", Guerraoui inverte a suposição de que todos os participantes são trapaceiros em potencial - em sua rede, todos os membros são "inocentes até que se prove o contrário".

"Nós adotamos uma abordagem minimalista. Percebemos que os participantes não precisam chegar a um consenso; eles apenas precisam evitar comportamentos maliciosos quando estes se manifestarem," explica ele. "Então, assumimos que todos são honestos, e se os participantes veem alguém tentando fazer algo errado, eles ignoram esse participante - e somente esse participante."

Com o requisito de consenso fora do caminho, o sistema de Difusão Segura Bizantina pode garantir transações seguras de criptomoedas em larga escala com um custo energético de praticamente zero - "aproximadamente equivalente ao da troca de e-mails," disse Guerraoui, e gerando apenas alguns gramas de CO2, em comparação com os estimados 300 kg para cada transação de Bitcoin.


2 – Inventada técnica para soldar cerâmica

Celulares que não arranham e nem quebram. Marcapassos livres de peças metálicas. Eletrônicos para o espaço e outros ambientes agressivos.

Tudo isso pode se tornar possível graças a uma nova tecnologia de soldagem em cerâmica em acaba de ser criada e entra agora na fase de desenvolvimento, rumo às aplicações práticas.

O processo funciona com um laser pulsado ultrarrápido, que derrete os materiais cerâmicos de forma estritamente localizada, ao longo da sua interface, e os funde. O processo funciona em condições ambientais e exige um laser com menos de 50 watts de potência, tornando-o mais prático do que os métodos atuais de soldagem em cerâmica, que exigem aquecimento das peças em um forno e, portanto, não são aplicáveis à maioria das situações.

"No momento, não há como envolver ou selar componentes eletrônicos dentro da cerâmica, porque você teria que colocar toda a montagem em um forno, o que acabaria queimando a eletrônica," esclarece o professor Javier Garay, que desenvolveu a técnica de soldagem em cerâmica com colegas da Universidade da Califórnia em San Diego e Riverside.

Materiais cerâmicos são de grande interesse para inúmeras aplicações porque eles são biocompatíveis, extremamente duros e resistentes, tanto mecânica quanto termicamente, tornando-os ideais para implantes biomédicos e invólucros de proteção para eletrônicos.


3 – Nanolâmpadas incandescentes

Chloe Doiron e Gururaj Naik, da Universidade Rice, nos EUA, criaram o que pode ser visto como as menores lâmpadas incandescentes do mundo.

Essas estruturas em microescala, denominadas "emissores térmicos seletivos", que absorvem calor e emitem luz, podem ter aplicações em iluminação, sensores, fotônica e eventualmente até em plataformas de computação além das limitações do silício.

Basicamente, os dois pesquisadores criaram uma fonte de luz incandescente quebrando um sistema de um elemento - o filamento incandescente de uma lâmpada - em duas ou mais subunidades. A possibilidade de misturar e recombinar as subunidades dá ao sistema uma variedade de recursos, muito além de uma simples lâmpada.

"Anteriormente, as pessoas pensavam em uma fonte de luz como apenas um elemento e tentavam tirar o melhor proveito dele. Mas nós dividimos a fonte em muitos elementos minúsculos. Nós juntamos os subelementos de tal maneira que eles interagem uns com os outros. Um elemento pode dar brilho; o próximo elemento pode ser ajustado para fornecer especificidade de comprimento de onda. Compartilhamos a trabalho entre muitas peças pequenas.

 

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