Tecnologia

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A arte de pilotar um drone é ensinada em Manaus

O curso 'Pilotagem Profissional de Drones' ensina a controlar a novidade tecnológica

Por Evaldo Ferreira

10 Mai 2019, 18h32

Crédito: Divulgação

Os drones chegaram, como quem não quer nada e, de simples ‘brinquedinhos’ usados para filmar do ar, festas e eventos, eles estão cada vez mais sendo utilizados para inimagináveis serviços. Quem explica sobre esse fenômeno chamado drone é Christopher Paulo Benoliel Genu, desde março do ano passado habilitado como instrutor de RPAS (Remotely Piloted Aircraft Systems) pelo ITARC (Instituto de Tecnologia Aeronáutica Remotamente Controlada), em Petrópolis/RJ, referência internacional na formação profissional, implementação prática e pesquisa da tecnologia de aeronaves remotamente controladas.

“Formado em Ciência da Computação, há algum tempo trabalho com tecnologia e já havia tido contato com drones. Tive a idéia de fazer o curso no ITARC após perceber que muita gente está utilizando esses aparelhos, em Manaus, sem nunca ter feito um curso, porque não tem quem os promova em nossa cidade”, contou.

“Um drone pode ser tanto um brinquedo de criança quanto uma arma de guerra, neste caso, há muito utilizada por americanos e russos para levar e disparar, com precisão, mísseis”, completou. “Um drone, se mal pilotado, pode até derrubar um avião. Os drones mais modernos chegam a até 500 metros de altura. A legislação brasileira proíbe o vôo deles acima de 120 metros, ou seja, um prédio com 20 a 25 andares. Em Manaus praticamente todos os prédios mais altos têm, no máximo, 20 andares. Nenhum drone deve voar acima deles”, avisou.

“Apesar de o drone mais simples poder ser manejado por uma criança, ainda assim é necessário cuidado, pois as hélices podem machucar. Num drone profissional as hélices podem decepar um dedo”, alertou.

Todo cuidado é pouco

Não só para alertar sobre esses perigos, mas para ensinar a pilotar, bem como mostrar as inúmeras utilidades do aparelho, Christopher adaptou o curso que fez no Rio de Janeiro e o trouxe para Manaus com o nome de ‘Pilotagem Profissional de Drones’.

“Quase a totalidade das pessoas que se inscrevem para fazer o curso, desconhece as potencialidades dos serviços que podem ser prestados com um drone. 95% dessas pessoas querem aprender a pilotá-los para, de alguma forma, ganhar dinheiro com eles filmando eventos, aproveitando o boom que os drones estão tendo não só em Manaus, mas no mundo todo. Os restantes 5% querem aprender para uso recreativo”, destacou.

“Aprender a pilotar um drone é fácil. É como aprender a dirigir um carro último modelo ou mexer num celular de última geração. O que é mais complicado aprender, como no carro e no celular, são os recursos inteligentes que o aparelho oferece”, informou.

“Já teve aluno que tinha o drone em casa há mais de um ano e não o tirava da caixa, com medo de não saber manejá-lo e causar algum acidente. As pessoas não têm o hábito de ler as instruções que vêm junto. Quando aprendem, aí é graça. Tem drone que você desenha o percurso que quer que ele faça, e ele obedece. Ou você seleciona algo que quer que ele siga, como o seu filho andando de bicicleta, e ele o segue. Tem outros que fazem ‘looping’ e as mais diversas manobras arriscadas”, listou.

Os drones estão cada vez mais presentes em diversos setores, como infraestrutura, transporte, agricultura, mapeamento, mineração, segurança, resgate, mídia e entretenimento, telecomunicações, inspeções industriais e prediais e muito mais. Dados da Frost & Sullivan apontam um crescimento anual mundial do mercado de 33% até 2020, com destaque para a África e América Latina que devem apresentar um crescimento ainda maior.

Até agora só engenheiros

“Até agora os únicos profissionais que me procuraram para utilizar o drone de outra forma, que não fotografar e filmar eventos, foram engenheiros interessados em fazer inspeção de prédios e torres, em áreas de difícil acesso, para detectar possíveis rachaduras nessas estruturas. Também treinei funcionários da área de segurança, da hidrelétrica de Jirau, em Porto Velho, para eles monitorar, em tempo real, toda a imensa área da hidrelétrica”, informou. “Mas o dono de um terreno, por exemplo, que seja agricultor, pode monitorar sua plantação. Existem drones, substituindo os antigos aviões com piloto, que podem pulverizar áreas plantadas, num espaço previamente determinado. Esse mesmo agricultor pode fazer um mapeamento, em tempo real, de sua imensa propriedade para saber se foi invadida, se sofreu alguma erosão, onde e como pode fazer novas plantações, o tamanho exato do terreno, além de várias outras informações”, revelou.

“Atualmente os drones mais avançados são chineses, da DJI. No curso eu ensino quais os melhores drones recreativos e quais os melhores profissionais, explico sobre as qualidades e as não qualidades dos vários modelos, falo da expansão desse segmento no país e onde é melhor investir, detalho a respeito da legislação, entre outros assuntos. Meu próximo curso será para ensinar a fazer um drone, de um simples recreativo a um super profissional”, adiantou.

Informações: 9 8144-2373 e 9 9186-2981 / Face e Instagram: GDrones Amazônia